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CANCRO ORAL
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O cancro oral é o sexto tipo de cancro mais frequente a nível mundial, e localiza-se nos tecidos moles: língua, amígdalas, palato, véu do palato, mucosa jugal, gengivas e lábios. Trata-se de patologias particularmente letais, atingindo maioritariamente pessoas com 45 anos ou mais, mas actualmente essa idade tende a diminuir bastante.

Os principais factores de risco são o consumo de álcool e tabaco (em 75% dos casos), com um efeito cumulativo considerável, multiplicando o risco por 15. Existem outros, tais como a sobrexposição solar, o consumo de drogas, uma alimentação desequilibrada, as radiações, ou ainda alguns agentes infecciosos.

Actualmente a maioria dos cancros orais ainda são detectados num estado tardio, com taxas de sobrevivência na ordem dos 20% a 5 anos, enquanto que essa taxa sobe para 80% para rastreios mais precoces. O exame clínico sistemático realizado por um médico dentista constitui ainda o método de rastreio mais eficaz. O objectivo da prevenção é de distinguir precocemente as lesões benignas das consideradas pré cancerosas, pouco sintomáticas, o que na maioria dos casos permite razoavelmente bloquear a evolução dessa lesão para um cancro.

Clinicamente estas lesões apresentam-se sob a forma de manchas persistentes esbranquiçadas, vermelhas ou ainda escuras, de uma úlcera, de uma fibrose, de um sangramento espontâneo, de uma sensação de anestesia ao nível da bochecha (parestesia), ou ainda de dificuldade a abrir a boca (trismus).

Se apesar de um tratamento etiológico estes sinais clínicos se manteem nos 15 dias seguintes, é então imperativo de referenciar o paciente a um clínico especializado. Este fará exames mais detalhados tais como radiografias complementares, coloração dos tecidos suspeitos com azul de toluidina, exame por fluorescência desses tecidos (VELscope), e principalmente uma biopsia , para confirmação histológica da lesão.

O MÉDICO DENTISTA, EM CONTACTO REGULAR COM OS PACIENTES, É O PRINCIPAL INTERVENIENTE NA PREVENÇÃO E NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CANCRO ORAL.